REVIEW

Effects of Therapeutic Head Positioning on Intracranial Pressure and Cerebral Oxygenation in Neurocritical Patients

Efeitos do Posicionamento Terapêutico da Cabeça na Pressão Intracraniana e Oxigenação Cerebral em Pacientes Neurocríticos

  • Guilherme Nobre Nogueira (1)    Guilherme Nobre Nogueira (1)
  • Nicolle D’ivanenko (2)    Nicolle D’ivanenko (2)
  • Luys Antônyo Vasconcelos Caetano (3)    Luys Antônyo Vasconcelos Caetano (3)
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Resumo

A base do cuidado para pacientes com lesões cerebrais graves é monitorar e controlar a pressão intracraniana (PIC), a pressão de perfusão cerebral (CPP) e a pressão arterial média (PAM), enquanto gerencia as flutuações que podem levar a mais lesões cerebrais. Diversas medidas podem ser implementadas na prática para tais controles, incluindo elevar a cabeceira da cama, hipotermia, medicamentos analgésicos e sedativos, ventilação mecânica, bloqueio neuromuscular, hiperventilação controlada e terapia de fluidos. A posição terapêutica da cabeça desempenha um papel crucial nesse manejo, pois pode ter efeitos benéficos na fisiologia cerebral desses pacientes, permitindo a redução da PIC sem comprometer a CPP e o débito cardíaco. O objetivo deste estudo é, portanto, realizar uma revisão da literatura para fornecer uma análise crítica e atualizada dos efeitos da elevação da cabeça na pressão intracraniana e na oxigenação cerebral em pacientes com lesão cerebral aguda. O presente estudo envolve uma revisão sistemática e integrativa de natureza qualitativa e descritiva, com base na estratégia de busca e análise “PICo”. A pergunta orientadora é: “Quais são os efeitos da elevação da cabeça na oxigenação cerebral e na pressão intracraniana em pacientes com lesão cerebral aguda. Entre todos os resultados obtidos, vale destacar quatro posições específicas que causaram alterações na pressão intracraniana (PIC): (a) supino com elevação da cabeça a 45º (diminuição de 9,68 ± 5,6 para 7,48 ± 5,8), (b) lateral esquerda com elevação da cabeça a 15º (aumento de 9,92 ± 6,4 para 11,42 ± 5,1), (c) lateral direita com elevação da cabeça a 15º (aumento de 9,2 ± 6,0 para 12,13 ± 7,72) e (d) elevação dos joelhos com elevação da cabeça a 45º. Em relação à hipertensão intracraniana pós-traumática, o objetivo não é apenas reduzir a pressão intracraniana, mas também manter um fluxo sanguíneo cerebral suficiente. Para alcançar isso, os tratamentos mais apropriados para a situação devem ser escolhidos. No caso de pacientes gravemente enfermos com lesão cerebral aguda e hipertensão intracraniana associada, a manobra clínica empregada para reduzir a pressão intracraniana é a elevação da cabeça. No entanto, esse manejo clínico também induz alterações na pressão de perfusão cerebral, impactando assim a oxigenação cerebral.

Palavras-chave

Lesão cerebral aguda; Oxigenação cerebral; Pressão intracraniana elevada

Abstract

 The foundation of care for patients with severe brain injuries is to monitor and control intracranial pressure (ICP), cerebral perfusion pressure (CPP), and mean arterial pressure (MAP), while managing fluctuations that may lead to further brain injuries. Various measures can be implemented in practice for such controls, including raising the head of the bed, hypothermia, pain and sedative medications, mechanical ventilation, neuromuscular blockade, controlled hyperventilation, and fluid therapy. The therapeutic positioning of the head plays a crucial role in this management, as it can have beneficial effects on the cerebral physiology of these patients, allowing for a reduction in ICP without compromising CPP and cardiac output. The aim of this study is, therefore, to conduct a literature review to provide a critical and up-to-date analysis of the effects of head elevation on intracranial pressure and cerebral oxygenation in patients with acute brain injury. The present study involves a systematic and integrative literature review of a qualitative and descriptive nature, based on the “PICo” search and analysis strategy. The guiding question is: “What are the effects of head elevation on cerebral oxygenation and intracranial pressure in patients with acute brain injury?” Among all the obtained results, it is worth highlighting four specific positions that caused changes in intracranial pressure (ICP): (a) supine with head elevation at 45º (decrease from 9.68 ± 5.6 to 7.48 ± 5.8), (b) left lateral with head elevation at 15º (increase from 9.92 ± 6.4 to 11.42 ± 5.1), (c) right lateral with head elevation at 15º (increase from 9.2 ± 6.0 to 12.13 ± 7.72), and (d) knee elevation with head elevation at 45º. Regarding post-traumatic intracranial hypertension, the objective is not only to reduce intracranial pressure but also to maintain sufficient cerebral blood flow. To achieve this, the most appropriate treatments for the situation should be chosen. In the case of critically ill patients with acute brain injury and associated intracranial hypertension, the clinical maneuver employed to reduce intracranial pressure is head elevation. However, this clinical management also induces changes in cerebral perfusion pressure, thereby impacting brain oxygenation.

Keywords

Acute brain injury; Cerebral oxygenation; Raised intracranial pressure

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1MS, Medical student, Universidade Federal do Ceará – UFC, Fortaleza, CE, Brazil.

2MS, Medical student, Universidade Nove de Julho, São Bernardo do Campo, SP, Brazil.

3MS, Medical student, Faculdade Atenas, Sete Lagoas, MG, Brazil.

4MS, Medical student, Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, São Paulo, SP, Brazil.

5MS, Medical student, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brazil.

6MS, Medical student, Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, Curitiba, PR, Brazil.

7MD, Neurosurgeon, Centro Universitário UNIFACISA, Campina Grande, PB, Brazil.

 

Received Nov 12, 2023

Accepted Jan 14, 2024

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